« Nossa intenção é provocar emoções. Todas elas. »

Vem cá


                         Quando não há mais nenhuma palavra a ser dita, atitude alguma a ser tomada, um palpite sequer a ser dado então restar dizer, vem cá!

 
( Néia Lambert )

Fotografia: Bruna dos Anjos

Nublado


"Se até mesmo o céu que é tão lindo, brilhante e cheio de vida de vez em quando amanhece nublado, não espere de mim um sorriso e simpatia nos dias em que eu acordar de mau humor."
(Ray Motta)




Fotografia: Jéssica Cunha
Contato:
jessicasilvacunha@gmail.com

Me deixa

Faz assim, solta o meu anjo e me deixa ser feliz. Não sei brincar no meio da confusão, meu olhar é triste quando coberto por lágrimas de descobertas e o meu coração grita alto quando está ferido. Mas eu sigo e vou descobrindo arco – íris e acreditando no dia mais bonito e em almas coloridas. É que sou feita de um material parecido com papel crepom, amassa, mas volta, enruga, mas brilha. Vai, solta meu anjo e me deixa encher de cata-vento minha vida e quem sabe assim, eu sopro você para bem longe dos meus pensamentos.

( Denise Portes ) 


Fotografia: Bruna dos Anjos 


Palavras sem sentido

Existem momentos em que eu me desloco de mim mesma e passo a viver , ou quer
dizer visitar outro lugar .
Fico distraída de tudo e todos , mas é no momento em que me distâncio de mim, logo percebo que ninguém mas me percebe.
( Paula Torres )


"Amares aquele que te matava, deixava-te sem outra opção. Como poderias
fugir, como poderias lutar, se ao fazê-lo magoavas o teu amor? Se a tua vida
era tudo o que tinhas para dar, como poderias recusá-la a alguém que amavas
verdadeiramente?"

( Stephenie Meyer - Amanhecer )


Fotografia: Bruna dos Anjos 


Entre eles


Em meio aos espinhos eu me acho.
É entre eles que está uma parte da minha essência.



Fotografia: Jéssica Cunha
Contato: jessicasilvacunha@gmail.com

Livros e Café

Quando criança ela gostava de deitar na grama e olhar o vento balançando as folhas das árvores, isso sempre a acalmava. Ela também gostava de seu guarda chuva vermelho e a maneira como ele fazia contraste com o cinza da cidade, e fazia perguntas sem sentido para sua mãe, como:" Quando os vagalumes morrem eles viram estrelas no céu?". Era uma criança feliz, com uma mente aberta e imaginação solta, gostava de entrar na livraria "Livros e Café" e passar os dedos nos livros, enquanto sua mãe pagava o café.
Ela cresceu e se tornou uma moça diferente, não era fã de muita maquiagem, raramente usava vestido e era muito seletiva com relação a música, seus gostos eram bem particulares. Ela ainda gostava de guarda-chuvas vermelhos e adquirira o hábito de sempre ir na "Livros e Café", seu lugar preferido no mundo, agradecia em seu intimo por nunca ter sido fechada e ainda preservar o aspecto que tinha quando ela ainda era criança. Agora alimentava sua mente com poesia. As vezes ela sentava em uma das mesas da livraria e ficava com um livro aberto e acompanhada com uma xicara de café, quando desviava os olhos do livro observava em  volta  e fitava os rostos das pessoas como se tentasse descobrir seus pensamentos. Todos já estavam acostumados com sua presença, e a achavam um pouco estranha, menos o dono da livraria que a conhecia desde sua infância, ele achava graça e dizia que era sua freguesa mais fiel.
Certo dia ela estava passando os dedos na sessão de livros de poesia, e em sua distração esbarrou na mão  de outra pessoa. Assustada  levantou o olhar depressa  e encarou o rosto... Era um rapaz, alguém que ela nunca vira por ali, ele pareceu tão surpreso quanto ela sobre o breve contato, e sem saber como agir sorriu meio torto. Ela simplesmente sorriu de volta, pegou o livro que procurava e saiu sem encara-lo de novo, por algum motivo ela sentiu o rosto quente e o coração pular muito rápido e esse tipo de coisa era nova para seus sentidos.
E nos dias que se seguiram o rapaz  passou a vir para tomar café, e ela percebeu, ele sempre fazia anotações no guardanapo e lhe sorria quando os olhares se encontravam. E houve uma semana que ela não apareceu em nenhum dia, e apenas duas pessoas sentiam sua falta, o dono da "Livros e Café", e aquele rapaz de cabelos encaracolados e sorriso torto. A sessão de poesia ficará vazia sem sua presença.
Então num dia chuvoso e frio ela apareceu na livraria com seu guarda-chuva vermelho, e que não fora tão eficaz em seu propósito já que sua roupa estava um tanto molhada e seu cabelo bagunçado. Ela o repousou perto da porta, e sem olhar para ninguém foi direto para as prateleiras de livros. Pegou 1,2,3,4,5 livros, e os levou para o caixa, no qual o dono estupefato lhe perguntou: " Irá levar todos esses?", ela apenas acenou com a cabeça confirmando. O rapaz se levantou da mesa onde estava e ficou ao seu lado, a olhando, sorrindo, e isso a deixou um pouco nervosa, de repente ele se dirigiu ao dono que estava passando o ultimo livro na registradora: " Por favor, dois café! Um para mim e outro para esta moça, me parece que ela esta com um pouco de frio, um café irá esquenta-la", sim ela estava com frio, mas quem lhe dera permissão para pagar um café?
O dono olhou para ela, meio confuso se colocava os livros em uma sacola e lhe dava o troco, ou se ia logo pegar o café, por fim pegou duas xícaras para servi-los. " Sente-se comigo, a chuva irá demorar para passar e poderá tomar seu café!" isso a deixou completamente desconcertada, mas não viu como recusar a proposta, o mundo parecia estar acabando la fora.
Sentaram-se na mesma mesa, ela colocou os cinco livros empilhados a sua frente, e isso bloqueou a visão de ambos, o rapaz afastou os livros para o lado, e assim ela pode perceber o seus olhos castanhos sorridentes, e todo receio sumiu de sua mente, agora ela se sentia bem. Tomou um gole do café quente, e olhou para fora a chuva caia constante. Ele lhe sorria todo tempo. Falaram da chuva, de poesia, dos livros em suas casas, de música, e coisas engraçadas e tudo o que ele disse a agradou, como se naquele dia tivesse encontro alguém que em maneiras se parecia com ela. As horas se estenderam dentro daquela livraria, a chuva cessará, as ruas foram lavadas e os dois não haviam percebido isso, como se estivessem distantes do mundo.
Era quase hora do jantar, quando o dono lhes disse que iria fechar, ela empilhou os livros no colo, mas ele educadamente se ofereceu para carregá-los. Sua casa não era muito longe dali, apenas uns vinte minutos de caminhada, assim o assunto entre eles se estendeu até pararem a frente de sua porta. Com cuidado ele repousou os livros nos braços dela, se olharam por alguns segundos,  ela agradeceu,  e então se despediram.
Mais tarde enquanto folheava um dos livros que comprara,  caiu dele um guardanapo de papel, havia algo escrito nele a caneta a letra era bonita. Aproximou mais dos olhos e leu :" Volto la todo dia só pra te ver, você vai me achar um louco, ou estranho, mas não consigo te esquecer"...
 Ela sorriu sozinha, e pensou consigo mesma " não é estranho, é só diferente", como isso agradou.
E agora posso dizer que outros dias se seguiram, com encontros na "Livros e Café", e duas pessoas la dentro tinham certeza que haviam tido uma grande sorte, naquilo que chamam de acasos, talvez esta história vire poesia num livro.


( Nathy Cayres - O meu lado da História )


Fotografia: Bruna dos Anjos

Palhaço.Eu?


"E para que não doesse demais quando não era capaz de, apenas esperando,
evitar o insuportável, fazia a si próprio perguntas como:

se a vida é um circo, serei eu o palhaço?"

(Caio Fernando Abreu)


Fotografia: Jéssica Cunha
Contato: jessicasilvacunha@gmail.com

Apenas um desabafo



"O mínimo que espero de qualquer pessoa é respeito. Olha, não precisa cair de amores por mim, não precisa me achar um máximo, inteligente e nem bonita. Não precisa mesmo. Eu juro! Não vou ficar chateada. Talvez até vá, mas depois passa.
Mas sabe o que não passa? Falta de caráter. Falta de caráter não passa pela minha garganta. Não passa hoje e nem vai passar nunca.
O mínimo que espero de qualquer um, em qualquer patamar de relacionamento é respeito, e se você não é capaz de oferecer nem isso, esse é o motivo de ser imediamente eliminado de qualquer existência na minha vida.
Passar bem (mas também se não passar, to pouco me fudendo)."

( Marina Mello )

Fotografia: Bruna dos Anjos
Contato: brunacristinanjos@yahoo.com.br

Please, be good



Ele começou para novas experiências, novas emoções, novas aventuras, novos alegrias...


Fotografia: Bruna dos Anjos
Contato: brunacristinanjos@yahoo.com.br

Amargo é o mundo sem você!


Hoje posso até dizer que a cada instante meu coração ele vem possuindo um tamanho, uma forma, uma matéria. Talvez pelo simples fato que eu sempre me importo demais com os momentos intensos de minha vida.
Gosto disso.

Vivo tudo de forma intensa, aproveito cada momento que me traz felicidade, hoje em dia não espero o dia de amanhã para dizer a alguém o quanto ela é especial para mim, pois no dia seguinte ele pode não estar mais do meu lado, e a saudade que eu irei sentir não vai ser suficiente para te-lo de volta..



Texto e fotografia: Bruna dos Anjos