« Nossa intenção é provocar emoções. Todas elas. »

Onde há


"Eu moro onde há-mar, há-braços e sol-risos ..."
(Marla de Queiroz) 




Fotografia : Jéssica Cunha
Contato: jessicasilvacunha@gmail.com

Você tem saudade do que?

Não há quem não tenha sentido 
saudade de algo ou alguém na vida.


"Não é saudade é uma mania que eu tenho de recordar o que foi bom."
(Marla de Queiroz)

- Dia 30 de Janeiro dia da Saudade.Bora matar a saudade. 


Fotografia: Bruna dos Anjos
Contato: brunacristinanjos@yahoo.com.br




BorboLETRA


"E quem teme encarar o tempo de travessia, não sabe transformar dor em poesia. Porque Tudo em nós anda, se transforma, se transmuta, se metamorfoseia. Casulo também é casa, é abrigo, é espera, é tempo que brinca de acalmar os sonhos. Casulo também tem asa. E a borboLETRA só atravessa o jardim, depois que já voou por dentro e se doeu por inteira para renascer."
(Lilian Vereza)




Fotografia: Jéssica Cunha

Contato: jessicasilvacunha@gmail.com

A coruja na minha janela

Escutei o bater de asas, repentino, era veloz, demasiado bela, de olhos penetrantes, fortes, quase acendia e ofuscava a minha alma, porque eu sentia ela, arrancar a verdade de mim mesma...

Desde criança sempre escutei que coruja era sinônimo de mau, pressagio, agouro dizia o povo lá da terra... Entranhei o medo dentro de mim, recusando a olhar esse pássaro grandioso e belo.

Por vezes escutava seu piar, consecutivo, tive anos uma família mesmo em frente da minha casa, até que um dia uma veio por fim visitar.

Olhei, petrificada com o bater de asas longas na minha janela, era de grande porte, castanha com olhos amarelos diria que quase ameaçadores, mas ao mesmo tempo, belos, sublimes e profundos.

Quase arrancou da alma o meu saber, a minha duvida e os meus medos escondidos. Queria não a olhar, mas era mágico, um momento único que ninguém sabe quando desconhece o desconhecido da sabedoria.

Procurei saber dela, que era ela na nossa vida cotidiana, com grande espanto eu vi que ela mesma era o símbolo da sabedoria, símbolo das universidades, dos estudiosos. Ela que tudo via e que nada passava despercebido ao seu lado sem que ela mesma enxergasse, coisa que nós humanos nem temos essa percepção.

Tive curiosidade de saber quem ela era, no lado místico, também uma verdadeira revelação, símbolo de sabedoria, de evolução e não símbolos do mal como muitos anexaram a ela por ignorância e medo de se olharem a si mesmo, olharem dentro de si no mais profundo de seus sentimentos e julgamentos.

Muitos a relacionavam as bruxas, feiticeiros e curandeiros, pensando bem quem no passado fazia isso? Seriam também alguns deles estudiosos, alquimistas da cura da alma?

Hoje para mim eu já consigo olhar no olhar da coruja, sem medo de ela enxergar o meu lado mais obscuro da minha alma porque sei que ela sabe que eu, quase sei quem eu sou e que faço aqui...

Hoje, eu olho repleta de paz interior, quase como se eu olhasse no espelho e visse o meu mais profundo saber de mim mesma trazendo a luz e claridade dos mais escondidos e eternos momentos...

Delicadeza do existir



"A vida é um presente e no dia-a-dia ficamos muitas vezes presos a preocupações e nos esquecemos da arte de apreciar as belezas que nos esperam.

Quando paramos para observar uma flor, um gesto, uma palavra, ou até mesmo uma nuvem que está se movendo no céu nossa alma respira a verdadeira paz que carregamos, aquela que mora na calma. Hoje em dia a pressa virou nossa parceira de todas as horas, de todos os dias. Uma angústia causada pela ansiedade dos afazeres. Tudo tem que ser pra ontem e acabamos deixando pra depois o essencial.

Saber apreciar os minutos que chegam até nós é viver realmente o AGORA, é estar em harmonia com tempo e espaço. Essa apreciação também tem que ter vista para nossa alma, pois é lá que encontramos os motivos mais belos, é lá que mora nosso tesouro e nosso não-tesouro que nem por isso deixa de ser menos importante. É lá que moram a loucura e a doçura que andam de mãos dadas em dias de sol e de chuva quando decidimos cantar a leveza que há em nós, que tecemos a compreensão por nós e pelos outros e somente lá é que sabemos a real importância que temos e o quão especial somos.

Essa apreciação é um exercício a ser praticado diariamente com nosso ambiente interno e externo.

Que saibamos apreciar com amor e amizade nossos lugares de luz e de sombra e que ressaltemos o que nos proporciona a paz e a alegria de viver.

A arte de apreciar é praticada por almas que já entenderam a beleza e a delicadeza do existir. "
 
(Meire Oliveira)



Fotografia: Jéssica Cunha
Contato: jessicasilvacunha@gmail.com

O que te inspira?

Carinhos retribuídos, abraço de mãe… 
sorriso de criança

A vida em si me inspira.. o dia-a-dia... 
a correria sem fim, os pequenos detalhes!


Fotografia: Bruna dos Anjos

Mudo com elas



"Observo em mim mesma

as mudanças de estação:

eu claramente mudo com elas."

(Clarice Lispector)



Fotografia: Jéssica Cunha
Contato: jessicasilvacunha@gmail.com 

Ser normal?





Fotografia: Bruna dos Anjos

Incluía




"Antes eu olhava para longe

e aquilo estava realmente 'longe', entende?

Parecia não fazer parte do meu mundo.

Porque eu sempre estava olhando para perto,

para as coisas à minha volta.

Até que me acostumei a olhar a distância.

E percebi que, além de mesas, cadeiras,

objetos, meu mundo incluía

montanhas, nuvens, céu.

E minha alma - minha alma parece usar os olhos

para tocar nestas coisas!

Minha alma parece ter crescido."
(Paulo Coelho)



Fotografia: Jéssica Cunha
Contato: jessicasilvacunha@gmail.com

Pega este café







"Acorda, vai.
 Pega este café.
 Despede a preguiça.
 Desperta que é hora de seguir adiante.
 Pega aquele brilho, aquela disposição, a alegria temporária dos dias de folia e adicione fé, cor e coragem pra fazer valer e durar os novos e tantos dias de luta que virão."

(Yohana Sanfer)